Tecnologia nacional: Abinee pede que o governo não reinvente a pólvora

Sem
questionar se o país teria o direito a fazer política industrial, a
Abinee apoia uma revisão na Portaria 950 do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação, levando em conta que qualquer instrumento
regulatório deve sempre acompanhar os avanços tecnológicos. A Portaria
em questão define uma série de regras para que uma empresa possa
usufruir dos incentivos fiscais da Lei de Informática, mediante o
desenvolvimento e a produção no país.

Para o presidente da entidade, Humberto Barbato, o governo só não
pode perder tempo “reinventando a pólvora ou a roda”. Na avaliação do
executivo, o Brasil deve compreender que certas tecnologias já foram
desenvolvidas lá fora e não há sentido prático voltar a desenvolvê-las
aqui. Entretanto, disse que sempre é possivel melhorá-las, bastanto para
isso que o país tenha a sua capacidade intelectual voltada para a
inovação.

O presidente da Abinee disse que a entidade tem procurado um ponto de
equilíbrio entre a indústria nacional e a estrangeira, de forma a que
uma não se sobreponha à outra. Por essa razão, tem conversado com o
governo no sentido de se criar um método que possa graduar quem mais vem
investindo em novas tecnologias nacionais e as que apenas estariam
importando essas tecnologias.

A partir daí, o governo teria condições de criar um ambiente de
competição, no qual aqueles que desenvolvem tecnologias no Brasil ganhem
maior preferência tanto nas compras de infraestrutura de rede pelo
governo, quanto nas das empresas de telecomunicações privadas.

Durante a coletiva de fim de ano, o presidente Humberto Barbato e o
2º vice-presidente, Paulo Castelo Branco, explicaram como a Abinee vem
se comportado diante desse polêmico assunto:



Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=28666&sid=7

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