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Google quer ser a Apple


Ligue os pontos: um laboratório secreto, foco em poucos produtos e um cuidado obsessivo com o design. Desde o último ano, o Google quer se transformar em uma nova Apple.
Quando assumiu como CEO do Google, no ano passado, Larry Page resolviu seguir um conselho de Steve Jobs. De acordo com a biografia escrita por Walter Isaacson, o cofundador da Apple teria dito a ele para se concentrar no que achasse importante. “Descubra o que o Google quer ser quando crescer. (…) Quais são os cinco produtos em que você quer manter o foco? Livre-se do resto, porque isso está te afundando. Está transformando a empresa na Microsoft. Está levando vocês a criarem produtos que são adequados, mas não sensacionais.”

A primeira medida de Page foi definir seis áreas e nomear vice-presidentes para cada uma delas: busca, publicidade, social, Chrome, Android e YouTube/vídeos. Logo depois começaram os cortes de iniciativas “apenas adequadas”, como o Google Desktop, o Picnik, o Buzz e o App Inventor. Mas o CEO não parou nisso. Resolveu criar um laboratório secreto para desenvolver produtos, o Google X. Lá estaria sendo criado um par de óculos que rodam Android e adicionam uma camada de informações ao mundo real, entre outros aparelhos misteriosos. Na Apple, gadgets revolucionários (ou não) também são desenvolvidos em segredo.

Outra nova preocupação do Google é com o design dos seus produtos, uma norma também seguida pela Apple. No último ano, a interface de todos os serviços foi unificada e remodelada, ganhando um estilo mais sóbrio e elegante. O Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) também traz uma nova cara, com um cuidado especial para ícones, fontes e transições de tela. Há uma tentativa de trazer para o usuário uma experiência semelhante, na aparência, à do iOS. Na semana passada, o Google unificou as suas lojas de conteúdo e criou o Google Play, uma tentativa bem evidente de ser igualar à Apple.

E há as propagandas feitas para o Google Chrome, disponíveis no YouTube. Os anúncios têm um forte apelo emocional para criar empatia entre o navegador e os internautas. Quem mais é mestre em simular esse tipo de envolvimento não-racional? é difícil saber se Larry Page vai ser bem-sucedido na tarefa de imitar a Apple, criando uma legião de adoradores-fanboys que defendem sua empresa a todo custo e adquirem todos os seus produtos. Mas alguns deles já estão circulando por aí.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/blogs/nalinhadogoogle/google-inc/o-google-quer-ser-a-apple/

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