Natal sem Apple made in Brazil - Asplan Sistemas

Natal sem Apple made in Brazil

Apesar
de todos os esforços, o governo não conseguiu viabilizar um modelo de
Processo Produtivo Básico (PPB) que facilite a entrada da Foxconn no
Brasil para a fabricação dos smartphones da Apple. A proposta encontrou
resistências entre os fabricantes já instalados no país.

Segundo uma fonte governamental, os fabricantes ganhariam uma
“flexibilização” no atual modelo de PPB para produção dos smartphones.
Os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento,
Industria e Comércio Exterior, esperavam obter o respaldo da indústria
local, mas a idéia não foi bem aceita pelos fabricantes.

Os chineses já deixaram transparecer que terão dificuldades em
cumprir o atual modelo de PPB para produzir aqui os smartphones da
Apple. O atual Processo Produtivo Básico exige localmente a montagem e
solda de todos os componentes nas placas de circuito impresso; além da
montagem das partes elétricas e mecânicas. Em troca do total produzido,
podem descontar um pequeno volume em importações de componentes,
levando-se em conta os seguintes percentuais:

– 15% de Placas de Circuito Impresso,

– 15% de Carregadores,

– 20% de Subconjuntos e

– 40% de Baterias.

A compra dos componentes no Brasil para sempre sai mais caro do que
os importar, ainda mais com o dólar em queda. Por várias vezes os
empresários chegaramn a pedir essa flexibilização, mas o governo sempre
alegava que precisava incrementar a produção local desses componentes.

A cada ano o governo faz alterações no PPB, às vezes para atender as
demandas de fabricantes, mas na maiorias dos casos para obrigar a
indústria a adquirir o componentes localmente – política chamada agora
de “conteúdo nacional”.

Mas para os chineses, ainda que o PPB permitisse a dispensa da
montagem de algumas partes mais complexas e tenha cotas para importaçoes
de outras, o modelo atual de produção não se encaixaria nas necessdades
da Foxconn. Este benefício funciona quando se produz mais de um modelo,
onde se nacionaliza os modelos de grande volume, que geram cotas de
importação para se produzir os modelos de baixos volumes, sem a
necessidade de se nacionalizar componentes, normalmente neste caso os
aparelhos mais caros.

A Apple não tem opções distintas de celulares para oferecer ao
mercado mundial, só produz o iPhone, portanto, o benefício das
importações não resolve o problema da empresa.

A produção de iPhones e iPads no Brasil iria começar em Julho, foi
adiada para agosto, depois setembro e agora provavelmente só no ano que
vem. O adiamento foi ventilado em um evento da ABDI em São Paulo na
ultima terça-feira, aonde estava presente o coordenador de
microeletrônica do Ministério de Ciência e Tecnologia, Henrique Miguel,
um dos técnicos do governo designados para negociar as demandas da
Foxconn em relação ao Processo Produtivo Básico.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=27805&sid=7

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *