Preparado para o fim do .com? - Asplan Sistemas

Preparado para o fim do .com?

A Internet é feita de pequenas e grandes revoluções. Muitas delas são
silenciosas e muito técnicas para serem compreendidas por nós, simples
usuários. Outras caem como bomba na rede e colocam tudo de pernas para o
ar de uma hora para outra.

O recente anúncio da ICANN, órgão regulador responsável pela criação
de domínios na Internet, colocando fim às restrições de registro de
novos sufixos para sites parece ser uma dessas bombas.

A decisão abre caminho para uma mudança sem precedentes. A partir de
janeiro de 2012, qualquer pessoa poderá registrar endereços de sites com
praticamente qualquer nome e idioma, no limite de 63 caracteres, com ou
sem sufixo. Será o fim do .com? A próxima fase da Internet será o
.nada? Ou a do .qualquercoisa?

Em um mundo onde a maioria dos usuários da Internet não fala inglês,
as novas regras inauguram uma provável onda de domínios criados em
alfabetos não latinos, como chinês, árabe e russo. Além disso, os
profissionais de comunicação podem se preparar para uma grande festa, já
que a criatividade não terá mais limites na hora de nomear um site.

“O sistema de endereçamento da Internet acaba de ser aberto a todas
as infinitas possibilidades da imaginação e da criatividade humana”,
profetizou o CEO da ICANN no anúncio da novidade.

é verdade que hoje há um número limitado de possíveis domínios, mas
na prática poucos deles pegaram. No Brasil é possível registrar uma
série deles, mas duvido que você já tenha acessado algum site .SLG.BR
(de algum sociólogo) ou um .TMP.BR para algum evento temporário como
feira ou exposição, até mesmo os .edu.br para escolas são difíceis de
encontrar. Tanto empresas quanto pessoas físicas e profissionais
liberais continuam preferindo os .com.br, com pouquíssimas variações
(.net, .org e só).

Essas novas regras poderão causar uma grande confusão na hora de
encontrar um site (nada que o Google não resolva…), mas o principal
problema deverá ser mesmo a ação dos “domainers”, os garimpeiros de
domínios, que registram nomes pensando em ganhar um bom dinheiro
revendendo para interessados.

Em resumo, essa flexibilidade de nomes poderá desencadear uma nova
era de inovação sem precedentes, como a ICANN espera, ou apenas causar
muitas dores de cabeça para os consumidores e inúmeros processos
judiciais. Na dúvida, reserve já o seu novo domínio.

(*) Fernando Neves é diretor da Ketchum Digital, divisão da Ketchum responsável pela comunicação e relacionamento com as mídias sociais.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/blog/opiniao/2011/06/25/preparado-para-o-fim-do-com/

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